Cientista de Dados Júnior: Como aplicar a mentalidade de oportunidades no dia a dia!
Lições da aula de Tâmara Jardim CEO da PoD Academy para transformar execução técnica em geração de valor e crescimento de carreira de um Cientista de Dados Júnior.
Tudo começa com o ponto de partida
Quando começamos na área de dados, geralmente a visão é dominar ferramentas: Python, SQL, Power BI.
Inclusive é o que muitos pregam(indicam), mas calma, isso pode ser um grande erro!
Com o tempo, porém, vamos percebendo que o verdadeiro diferencial não está apenas no domínio técnico, mas na capacidade de conectar dados com a visão de negócio.
Sou Cientista de Dados Júnior, com pouco mais de um ano e meio de experiência, já atuei em diversos projetos diferentes e isso me trouxe uma certa visão e maturidade, mas ainda assim tenho muito a percorrer para atingir meu objetivo. E essa aula foi muito importante para me mostrar isso, servindo de alinhamento.
Tenho buscado evoluir constantemente, estudando Engenharia de Dados e Engenharia de Inteligência Artificial e outros temas relacionados, para ampliar minha visão sobre como os dados realmente se transformam em valor dentro das organizações. Mas com o cuidado de não perder o principal foco da Ciência de Dados.
Mesmo assim, percebo que o crescimento profissional vai além de aprender novas tecnologias: envolve mentalidade, clareza de propósito e percepção de impacto.
Foi com esse olhar que decidi assistir à aula da Tâmara Jardim, intitulada “Como identificar e provocar oportunidades dentro do seu trabalho”.
Minha motivação era simples:
Melhorar minha mentalidade como cientista de dados e entender como posso enxergar e criar oportunidades reais, tanto dentro dos projetos que já participo quanto no mercado em geral.
Durante a aula, uma frase da Tâmara me chamou a atenção e me fez repensar profundamente minha rotina:
“A diferença entre quem apenas executa e quem cresce está na forma de gerar valor.”
Essa ideia embora implícita no dia a dia (e talvez até comum para muitos) naquela hora reforçou e virou um divisor de águas para mim, gerou um ponto de inflexão.
Me fez querer olhar para minha carreira e para cada entrega de um modo diferente, não mais apenas como um código que roda ou uma reunião em que apresenta e entrega o que fez durante a semana, mas como um resultado que transforma.
Foi o ponto de virada para entender que, mais do que aprender novas ferramentas, eu precisava aprender a partir de agora a gerar impacto e comunicar esse impacto.
Do output ao outcome: o salto de mentalidade!
Um dos conceitos mais poderosos que aprendi na aula da Tâmara Jardim e que fixaram na minha mente foi a diferença entre output e outcome, e como isso muda completamente a forma de enxergar o trabalho.
Em ciência de dados, é comum medir resultados por entregas: um modelo preditivo funcionando, um dashboard atualizado, um script automatizado, coisas rotineiras.
Tudo isso é output, ou seja, o que eu faço.
Mas o que realmente importa para a empresa, para os líderes e para o negócio é o outcome, o valor que aquele trabalho gera. Isso merece o maior destaque!
O outcome é quando o modelo que construí reduz o tempo de análise do time, melhora a tomada de decisão ou evita um prejuízo. Isso sim é o verdadeiro impacto que muda vidas acima de tudo!
É quando a entrega deixa de ser apenas técnica e se torna transformadora.
“Tenho buscado olhar os projetos não só pelo código entregue, mas pelo impacto que eles geram na empresa. Quando meu modelo evita uma perda ou economiza tempo do time, isso é valor, e é isso que precisa ser comunicado.”
E talvez não só eu, mas muitos profissionais estejam deixando isso de lado, talvez já esteja gerando grande impacto, mas ainda com a visão do output como prioridade esteja te cegando!
Esse insight parece simples, mas muda completamente a forma de atuar, e não apenas em dados.
Serve para qualquer profissional que deseja crescer: não é o quanto fazemos, mas o quanto o que fazemos muda algo de verdade.
Já pensou que pode estar subestimando o seu valor? A sua atuação?
Desde então comecei a buscar a aplicação dessa mentalidade no meu dia a dia. Não é fácil, mas nos faz refletir muito sobre o objetivo final.
E te convido, antes de iniciar qualquer projeto, pergunte-se: qual problema isso resolve?
E ao final, avalie: o que melhorou por causa dessa entrega?
No início vejo que nem sempre isso é tão claro, mas vejo que com o tempo melhora e muito.
Essa mudança de foco, do fazer para o transformar, é só o começo, o primeiro passo para deixar de ser apenas um executor e começar a se tornar um profissional estratégico.
Fazer o básico bem-feito: a base para se destacar
Quem não gosta de inventar, de inovar? Tem tanta coisa legal que podíamos utilizar? Talvez esses questionamentos estejam presente na sua cabeça.
Vivemos uma era em que todos querem dominar as tecnologias mais avançadas, falar sobre MLOps, Large Language Models e Inteligência Artificial Generativa.
Mas, na prática, se pararmos pra pensar vemos que a base ainda é o que sustenta qualquer avanço real.
O famoso feijão com arroz bem-feito pode parecer simples, mas faz uma diferença enorme.
É justamente aí que muitos profissionais subestimam o que sabem e acabam pulando etapas.
Antes de buscar o novo, é preciso consolidar os fundamentos, e isso vale tanto para a técnica quanto para a forma de pensar o trabalho.
Hoje, meu foco tem sido fortalecer o que me torna um bom cientista de dados, enquanto aprofundo meus estudos em Engenharia de Dados e Engenharia de Inteligência Artificial.
Embora esteja aprendendo novas ferramentas e arquiteturas, sei que o principal ainda é dominar a ciência de dados aplicada ao negócio.
Isso inclui entender os dados que uso, conhecer as regras do domínio e saber traduzir necessidades reais em soluções técnicas.
E isso é um desafio imenso, a todo instante me vejo querendo mais e mais, me comparando a outros que já estão mais avançados, e muito cuidado, isso pode ser uma armadilha, entenda seu momento e siga firme com o que precisa fazer!
Antes de querer falar de MLOps, Large Language Models ou outros problemas complexos, percebi que preciso dominar a ciência de dados, principalmente aquilo que é aplicado onde trabalho.
Entender mais do negócio e suas regras pode ser um divisor de águas. É isso que vai me tornar confiável e pronto para as oportunidades.
Dominar o básico com excelência é o que gera confiança.
É o que faz colegas e líderes olharem para você e pensarem: “posso contar com esse profissional.”
E é a partir dessa confiança, construída no simples e no consistente, que as grandes oportunidades surgem.

Ser “top of mind” dos decisores
Entramos aqui em um tópico superimportante. Essa talvez seja a parte mais desafiadora de toda a jornada: aprender a se comunicar com clareza e estratégia.
Em áreas técnicas, como ciência de dados, costumamos acreditar que bons resultados “falam por si só”.
Mas a verdade é que, se o valor do nosso trabalho não é comunicado, ele simplesmente pode não ser percebido.
Estou aprendendo que não basta entregar, é preciso mostrar o impacto da entrega, gerar essa percepção para quem não está “entendendo claramente”.
E isso exige algo que vai além da técnica: exige entendimento de negócio, empatia e habilidade de traduzir dados em significado real, não é uma máquina do outro lado e sim uma pessoa que assim como muitos tem expectativas.
Nessa hora não basta o modelo funcionar.
É preciso comunicar o que ele muda no negócio e para isso, preciso entender o negócio mais a fundo. Afinal como comunicar algo que não entende?
Quando meu líder entende o impacto do meu trabalho, eu me torno referência e ganho espaço em projetos estratégicos. Isso é o que devemos almejar, ir atrás!
Novamente não é fácil, mas é possível! E para colocar isso em prática tenho dado minha cara a tapa, venho adotando algumas atitudes simples, mas poderosas:
- Sendo proativo nas minhas ações.
- Procurando elaborar relatórios de resultados que mostrem o antes e o depois do resultado gerado.
- Apresentando insights de forma visual e acessível, pensando na perspectiva de quem decide.
- Comunicando não só o output (o que foi feito), mas principalmente o outcome (o que mudou por causa disso).
Essas ações me ajudam a construir visibilidade com propósito, não por vaidade, mas para garantir que o valor gerado seja reconhecido.
E tem sido um desafio, é como me expor a certos riscos que nem sempre sei se estou preparado, mas acredito que pode mudar o jogo na minha atuação como profissional.
Também aprendi que essa jornada nem sempre vai depender apenas do meu líder.
Algumas estruturas corporativas vão além disso, afinal existem resultados que precisam ser atingidos, expectativas de ambos os lados, empresas clientes que ainda estão amadurecendo no uso de dados.
Mas a evolução pode ir além disso, estando presente em outros ambientes.
Por isso prefiro manter o foco no que posso controlar: entregar com excelência, aprender continuamente e comunicar com clareza.
Ser “top of mind” dos decisores, como Tâmara Jardim falou na aula, não é sobre aparecer mais, é sobre ser lembrado por gerar resultados consistentes e reais.
O papel do “anteambulone” moderno
Durante a aula, Tâmara Jardim apresentou uma metáfora que me marcou profundamente: a figura do anteambulone (aliás, termo totalmente novo para mim, não o conhecia)um personagem do Império Romano responsável por abrir caminho para o seu senhor, antecipando riscos e preparando o terreno antes da chegada.
Na prática, o anteambulone não esperava o problema aparecer, ele observava, se antecipava e agia para que tudo estivesse pronto.
E foi super adequado para o momento esse conceito, se conecta ao papel de um cientista de dados moderno perfeitamente.
Assim como o anteambulone, nós também precisamos enxergar antes, agir antes e preparar o terreno para o que vem.
Isso pode significar identificar um gargalo nos dados antes que cause erros, sugerir uma melhoria em um processo, testar uma hipótese antes de ser cobrado, ou simplesmente preparar uma base confiável antes de alguém perceber a necessidade.
Também não é uma tarefa fácil, dependendo de onde e como atuamos.
É preciso atenção a tudo o que acontece, porque nem sempre os problemas ou as soluções são visíveis. Basicamente requer uma atitude de alerta.
Mesmo assim, vale a pena manter o olhar atento para aproveitar a oportunidade quando ela aparecer.
Esse tipo de atitude pode te fazer ser o “anteambulone” da equipe.
Ser esse profissional exige curiosidade, observação e proatividade.
Não se trata apenas de responder demandas, mas de prever cenários e agir com inteligência.
Quanto mais conseguimos antecipar o que o time ou o negócio vai precisar, mais nos tornamos essenciais e estratégicos.
Em um ambiente competitivo, o anteambulone moderno é aquele que cria oportunidades ao invés de esperá-las. Gostei disso, talvez mais um ponto de inflexão!
E tenho percebido que é exatamente esse tipo de mentalidade que pode abrir espaço para crescer, dentro e fora da empresa.
Provocar oportunidades é um hábito
Estamos quase no fim, e posso dizer que até aqui todo o conteúdo foi criado baseado na aula, que simplesmente foi sensacional e abriu a mente.
Depois de refletir sobre tudo o que aprendi na aula da Tâmara Jardim, cheguei a uma conclusão simples, mas poderosa visto ao assistir:
Oportunidades não se esperam, se provocam!
E provocar essas oportunidades é algo que se constrói aos poucos, com constância, curiosidade e entrega de valor.
Cabe uma atenção muito importante, é fundamental perceber que crescer na carreira não é sobre dominar ferramentas ou concluir formações, mas sobre unir técnica e mentalidade.
Mentalidade essa que não se aprende em qualquer lugar e tenho percebido esse diferencial na PoD Academy, não só pela formação em si, mas pela comunidade como um todo.
Algo especial acontece ali dentro que só quem está lá percebe isso!
Ser um bom cientista de dados vai muito além de escrever bons códigos ou criar bons modelos, é entender por que aquilo importa, para quem e o que muda depois da entrega.
Hoje, tenho buscado aplicar essa mentalidade em cada projeto:
- Fazer o básico com excelência;
- Entender o negócio antes de tentar inovar;
- Comunicar o impacto do meu trabalho com clareza;
- Antecipar riscos e abrir caminhos, como o anteambulone;
- E, principalmente, aprender algo novo todos os dias.
Tâmara disse algo que ressoa até agora:
“Ser top of mind dos decisores é a sua missão.”
E eu entendi que isso não tem a ver com status ou visibilidade, mas com entregar valor de forma consistente e perceptível.
Esse é o desafio no dia a dia!
Quando o nosso trabalho gera impacto real, ele fala por nós. E é isso que nos torna lembrados, respeitados e procurados, tanto dentro da empresa quanto no mercado.
Provocar oportunidades, no fim das contas, é um hábito.
É escolher agir com propósito, buscar o próximo passo e transformar cada entrega em aprendizado.
É olhar para o trabalho e perguntar todos os dias:
“O que posso fazer hoje para gerar mais valor do que ontem?”
Essa é a mentalidade que quero carregar comigo, como profissional, como cientista de dados e, principalmente, como alguém que acredita que o crescimento é uma escolha diária.
Pode parecer meio poético, fantasioso toda essa fala, mas no final quem ganha é o profissional que coloca em prática, é a empresa que te contrata e o cliente que recebe mais resultados do que o esperado!
Conheça meu perfil: https://www.linkedin.com/in/lacostamkt/
